Tiago Neves, O Ciclista que é Arquitecto nos tempos livres

Introdução
Um gajo olha para um rol de perguntas destas e pensa: Vou ali abrir uma garrafa de vinho. Das boas. Corta o gargalo com aquela cena de cortar o vidro (porque a rolha já é muito velha), e deita o vinho no decantador, enquanto pensa por que raio um gajo comó Pinto acha que este gajo pode inspirar alguém. Como é que um gajo cumó Pinto considera este gajo digno de figurar junto a nomes como o Mário Fonseca e o XXX (ainda é segredo!). Depois verte aquele líquido espesso no copo, cheira e dá um gole. Puxa o teclado para junto dele e …dá outro gole maior. Escreve, apaga, enche, bebe e o ecrâ continua branco. Passado uns tempos adormece, com a gata Branquinha ao colo, o decantador vazio e o ecrâ do computador a piscar.

A Querida Filha, com saudades da escola e dos trabalhos de casa, aproveita a oportunidade. Vai deitar o pai e pega no teclado:

1- Tiago, para quem não te conhece… Tiago Neves “in a Nutshell”

O pai contou-me que, dos 3 irmãos (ele é o do meio), foi o primeiro a aprender a andar de bicicleta. Um dia, praí com 5-6 anos, pegou na pasteleira da prima Bé, quase maior que ele, e quando deram por ele, estava a pedalar em pé, às voltas nas traseiras da escola da vila-chã, sem conseguir sentar-se no selim.

O avô comprou-lhe uma bmx vermelha, com um selim aos quadradinhos e ele nunca ligou muito à bicicleta de estrada do tio Pedro, uma Sirla com quadro azul claro metalizado e fitas de guiador amarelas, pois achava que era uma bicicleta de velhos.

Antes de entrar para a faculdade, praí em 1989, aconselhado pelo amigo Paulo André e pelo pai dele, comprou uma bicicleta Giant ColdRock, em segunda-mão, com o dinheiro que ganhou a fazer maquetes. Ainda fez uma volta em grupo, levado pelo Paulo e o Pai, de Palmela à Comenda e voltar, com um mapa onde o percurso estava marcado a vermelho. Mas aquilo obrigava a muito logística (pôr as bicicletas no carro, lavar, voltar a entrar no carro). Ainda hoje tem esse mapa numa das suas caixas de memórias.

Um dia, quando já namorava com a mãe, lá para 1992, pegou na Giant e foi ter com ela à Herdade de Rio Frio, onde ela estava acampada com os escuteiros. Não havia GPSs nem stravas, nem nada, mas ele estudou o caminho e foi lá, sem avisar (nem telemóveis), fazer-lhe uma surpresa! Quando lá chegou, caiu mesmo em cima dela, e ficaram os 3 deitados no chão!

Pouco depois, vendeu essa bicicleta a um amigo e foi comprar outra bicicleta, mas como não percebia nada de bicicletas e às vezes faz as coisas por impulso, sem pensar, chegou a uma loja na estrada principal da Baixa da Banheira (era a única que conhecia) e comprou a primeira que o vendedor lhe impingiu: uma bicicleta de suspensão total, vermelha, de alumínio, nem sei a marca (mas dizia Overlord), pesada como tudo e tamanho L ou XL. Enfim, ou o vendedor era muito persuasivo ou o meu pai muito burrinho.

Lembro-me do dia em que pegou nessa bicicleta e quis ir ter connosco a Troia. Ele devia pesar uns 74kgs na altura. A bicicleta uns 14 kgs. Meteu-se na bicicleta e em 30 kms teve de parar duas vezes para descansar.

Aos 39 anos achou que era muito novo para ser velho e começou a nadar com regularidade. Depois passou para a corrida. E um dia, dois amigos desafiaram-no para ir dar uma volta com eles: Eles todos prós nas suas bicicletas de estrada e o pai foi buscar a sua Overlord, vestiu um impermeável da vela e lá foi atrás deles até Palmela. E apesar de se sentir gozado, sabem que ele gostou tanto, tanto, que foi comprar a sua primeira bicicleta de estrada: Uma cube agree em carbono, azul e preta. Andou com ela um ano e depois apaixonou-se pela Jackie (o pai nunca foi muito fiel às bicicletas).

E um dia, depois de ter dado algumas voltas, encontrou um grande amigo do secundário, que também andava de bicicleta (o Carlos Borrego) e desde esse dia passou a ter um companheiro inseparável, para outras voltas maiores.

E um dia, depois de ter experimentado alguns Grandfondos, viu no Facebook que havia um gajo maluco que iria tentar um Everesting na Arrábida, ainda por cima por uma boa causa! E pensou para com os bolsos do seu jersey: – Eu tenho de conhecer este gajo!

E foi a partir desse dia, em que conheceu o Pinto e os Zés, que o acolheram tão bem no seu grupo, assim caído do nada, que o pai perdeu o juízo.

Eu juro que ele até aí era um adulto normal!

Olha, a melhor maneira de o conhecerem é seguirem o blogueaomundoembicicleta. Eu até apareço lá e tudo

2-Queres partilhar com os restantes a ginástica necessária para ser Pai de 3 filhos, Marido, Ciclista e Arquitecto nos tempos livres?

-Ó João: Achas que alguém consegue fazer bem tantas coisas ao mesmo tempo? O Pai anda sempre a correr de um lado para o outro e tenta fazer tudo bem, só que depois esquece-se das outras coisas. Um dia chega a casa e diz que tem que treinar, porque quer ir fazer uma aventura de bicicleta. No dia seguinte diz que tem muito que trabalhar, pois tem tudo atrasado no escritório. No outro dia diz que temos que fazer uma aventura em família, que o tempo passa e quer aproveitá-lo bem. Depois desaparece com a mãe, uns dias, para mais uma lua de mel (já são tantas). E depois volta tudo ao mesmo. Sempre a correr atrás do tempo! Mas eu acho que é bom pai e a mãe diz que é bom marido. Arquitecto, mais ou menos. Ciclist….hum, eu ando de bicicleta melhor do que o pai.

3-Qual é o teu maior sonho? (De 2 rodas claro)

Ele diz que o maior sonho da vida dele é ir dar a volta ao mundo com a Mamã, de bicicleta. Ele carregado de alforges e a Mamã sem nada. Ter os filhos criados e felizes e ter as contas bancárias permanentemente abastecidas com os investimentos que tem feito. Ir por essa Europa fora, a acampar junto aos lagos de montanha, em praias desertas ou debaixo de uma ponte, a deliciar-se com um falafel de um vendedor de rua no Egipto ou com uma sopa de couves numa taberna perdida numa aldeola. Depois mandar isso tudo à fava e ir dormir em boas pousadas, todos nus apenas com um edredon de penas de ganso da pato rico, ou a beber um Château Lafite Rothschild a 17º, num sofá à lareira, enquanto esperam que o chef do 3 estrelas Michelin em Nice lhes traga o Vol-aux-vent aux fines herbs de Provence.

E depois apanhar um avião e vir ver os netos (quando os tiver)

4-Pior momento em cima de uma bicicleta?

Nunca, Ele diz que na bicicleta não há maus momentos.

Quer dizer. Lembro-me de um dia em que o pai saiu de bicicleta e ia triste. Foi no dia 30 de Março de 2017, quando foi de bicicleta ao funeral de um amigo que morreu atropelado, o Rui Soeiro. Nesse dia, antes de sair o pai chamou-nos aos 3 e disse que gostava muito de nós, mas eu reparei que ele estava a chorar. Beijou a mãe e abraçou-a com muita força e saiu a soluçar. Eu imagino que ele pense muitas vezes em nós, quando está nas suas voltas. Mas acho que ele é mais forte que esse medo. Ele ensina-nos que a melhor maneira de vencer os medos é enfrentá-los de frente. Confiar em nós e acreditar que alguém olha por nós! 

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5– e já agora… o melhor?

Olha, o meu pai nunca ganhou nenhuma corrida de bicicletas, nunca subiu ao pódio e nunca vestiu um jersey jeune, com uma menina de cada lado a dar-lhe flores e garrafas de champagne e beijinhos, nem nada, se é isso que queres saber.

Mas houve um dia em que ele chegou a casa, já bem de noite, e notavam-se bem as lágrimas marcadas na cara cheia de pó. Sentou-se no sofá (a mãe deitou as mãos à cabeça, o sofá acabadinho de aspirar) e disse-nos que este tinha sido o melhor dia de bicicletas da sua vida. Todos pensámos que ele tinha conseguido a faixa cinza, mas não. E mesmo assim tinha sido o melhor dia da sua vida. O dia em que um amigo lhe deu um presente tão grande, mas tão grande, que o fez sentir-se como o grande Joaquim Agostinho, ao vencer no Alpe d’Huez, a 15 de Julho de 1979!
(A História AQUI)

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6– Já mentiste em relação ao preço de uma nova peça para uma das tuas bicicletas? 😀

Essa não sei e não vou acordar agora o pai. Já o ouvi dizer à mãe que se tivesse 10% do dinheiro que ela gasta em roupas, cabeleireiro, manicure, agulhas, colares, brincos, pulseiras, cremes de dia, de noite, desmaquilhantes, anti-rugas, base, eye-liner, escovas progressivas, brushing, peeling, madeixas, luz pulsadas, depilações a laser, unhas de gel, sapatos, bimbys e tupperwares, que podia viver despreocupadamente o resto da sua vida.

7-Qual o local mais bonito que já estiveste em duas rodas?

O pai diz que podes estar num lugar muito bonito, mas que não tiveres ninguém ao teu lado, não consegues ver nem 10% da beleza desse lugar. O Gonçalo Cadilhe escreveu num dos livros dele, que após ter percorrido meio mundo para chegar a um lugar que ansiou toda a vida por conhecer, após ter conseguido alcançar o sonho da sua vida, se sentiu vazio, por não ter ninguém com quem partilhar essa felicidade.

Mas o pai é fascinado por montanhas. Nunca se cansa de contar aquele 2º dia da volta que deu com mais 4 amigos, pelos Picos da Europa e de como se fascinou com as montanhas, os lagos e os desfiladeiros, entre Cervera de Pisuerga e Bénia de Onis, passando pelos lagos de Covadonga, Riano e tantas paisagens dignas Isengard, Minas Tirith, ou outros locais da Terra Média, do Senhor dos Anéis. E ainda por cima estava com os seus 4 grandes amigos, o Zé Borrego, o Zé Garcia, o Zé Obélix e o Zé Pinto!

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8– Durante as tuas viagens já alguma vez pensaste para ti mesmo “o que é que eu estou a fazer aqui!!!???”

Bem, o pai às vezes bebe uns copos (como hoje). E depois, quando está com amigos, começa a fazer grandes planos, de aventuras cada vez mais mirabolantes. A mamã explicou-me que o vinho tem esse efeito nas pessoas: Faz-nos sentir invencíveis, capazes de realizar qualquer Ironman como se fosse uma voltinha no parque. O pior é quando acordam e depois não querem dar parte fraca. Ficam à espera que alguém mais lúcido diga que aquela ideia é uma parvoíce, mas ninguém diz e depois vão mesmo fazer aquilo.

Lembro-me de uma vez que o pai saiu com um amigo para o Algarve, num dia em que estava prevista a chegada de um temporal daqueles que têm nomes de pessoas. O pai disse-me que só olhava para o site da meteorologia e cada vez via o tempo a piorar. Estava no restaurante, a almoçar antes da partida, e só pensava nisso mesmo. O que raio estou a fazer aqui?

Nem ligou ao que tinha pedido para comer (ele que liga tanto a isso) e para beber pediu um jarro de vinho da casa, sem ligar muito, pois estava ansioso com o precipício para onde estava prestes a cair.

E então esse amigo mudou tudo: Se vamos enfrentar a morte, então merecemos brindar com o melhor vinho!

E o pai apercebeu-se que momentos como este são demasiado preciosos para se desperdiçarem com pensamentos assim. E saíram para o vórtice da tempestade, após beberem o belo vinho, e limparem os bigodes aos guardanapos de pano, e os pousarem sobre a mesa, cuidadosamente dobrados. E pedalaram, até serem apanhados por uma tempestade tão forte, quando desciam a Foia, a caminho de Aljezur. Uma chuvada tão forte, tão forte, que a estrada era um rio caudaloso e cheio de rápidos! Os relâmpagos faziam com que a noite se iluminasse como uma um dia luminoso, e o vento era tão forte, tão forte, que tiveram de deitar as bicicletas na relva, para não voarem. E eles só tinham uns pinheirinhos como abrigo. E sabem que mais? Riram-se que nem uns parvos e filmaram aquilo tudo, como se fosse o melhor momento das suas vidas!

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9– Descreve a situação mais estranha/engraçada pela qual já passaste! Com a bicicleta por perto claro.

Ai, às vezes tenho tanta vergonha do pai!

Houve uma vez que foram fazer a N2. O pai recebeu um convite do Pinto, assim do nada, ainda mal se conheciam. Eram 6. E decidiram deixar crescer o bigode, e chamaram àquilo “os machos da N2 – edição bigodes”.

Enquanto pedalavam todos juntos, ainda vá lá que não vá. Disfarçados com os capacetes e os óculos escuros, nas bicicletas, ninguém reparava bem naquelas figuras.

Mas chegaram a Lamego e foram jantar. E numa viagem destas, as toalletes deixam muito a desejar (o pai diz que o critério é escolher as roupas e calçado mais leve, ao invés de seguir as regras do “pendant”).

Imaginem o restaurante mais in de Lamego. Jantar da associação académica da escola secundária Dr Coiso da Costa. Os alunos mais populares em grande animação, muitas imperiais com coca-cola naquelas mesas, muito apalpão por baixo das mesas, muito sapato de vela e gillete Gant com decote em V pelas costas. Ambiente muito animado. A porta do estabelecimento abre-se e entram 6 gajos. E faz-se silêncio! As mãos voltam para cima das mesas e os runs-colas ficam suspensos entre o copo e as gargantas imberbes.

Quais U2 acompanhados do David Bowie e do Prince, entram 6 gajos de bigode naquela sala, envergando chinelo de piscina, com ceroula lilás e casaco de ciclismo amarelo fluorescente, ou Paez às risquinhas vermelhas e brancas, com calça de licra cinza e blusão primaloft verde, desfilando como se a sala daquele restaurante vulgar, fosse na realidade a passerelle de uma Moda Lisboa. Nem Lagerfeld nem Galliano teriam criatividade suficiente para pôr em êxtase uma sala, como estes seis Zés foram capazes de fazer.

E quando entraram na sala dos fundos, para onde o dono do restaurante costuma encaminhar os clientes mais notáveis (para os esconder, acho), todos, mas todos sem excepção rebentaram a rir, depois de conterem as gargalhadas durante o tempo em que aquele desfile de moda demorou a passar!

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10– Escolhe uma bicicleta e um local para pedalar

O pai adora todas as bicicletas, e como todos os filhos, ele diz que não tem preferidos. Mas tal como eu sei que gosta mais de mim do que dos manos, sei que ele prefere a Calamity Jane, que é mais lenta e suave, e que é feita para as longas aventuras com que sonha, à Jackie Joyner, com que ele vai fazer umas corridas, acordado.

Larguem o pai nos Dolomites, com a Calamity carregada, e digam-lhe para voltar para casa. E ele volta. Com um sorriso que lhe dá duas voltas à cara.

11– Existem muitos ciclistas que nunca na vida fizeram uma viagem de vários dias em bicicleta. Escreve um texto para convencer esses mesmos a agarrar na bicicleta e partir à descoberta por esse mundo fora!

Esta perguntei ao pai. Mas penso que o efeito do vinho ainda não passou. Ou então sou eu que não percebo nada. 

Ele disse para eu escrever só: Melões, camiões e cães raivosos.

12– Agora uma pergunta sem bicicleta. Fizeste recentemente uma aventura com os teus filhos em que atravessaste a Madeira de uma ponta à outra a pé! São raras as famílias que actualmente têm a oportunidade/vontade de fazer algo assim. Queres partilhar umas palavras acerca dessa mesma aventura?

O pai vai escrever um artigo no blogue sobre esses 12 dias e ainda não processou bem aquilo tudo que viveu. Mas eu posso contar qualquer coisa. O pai diz que os azares que temos na vida podem ser as nossas maiores sortes. Que a vida não se planeia e que temos de estar atentos às oportunidades.

Os manos (16 e 18 anos) queriam fazer um curso de mergulho com o tio Pedro (que é instrutor de mergulho e vive na Madeira). Bilhetes de avião marcados e dois dias antes de embarcar, o tio liga, muito triste, a dizer que não pode dar o curso, nem acompanhar os manos, pois um familiar adoeceu gravemente.

O pai sentou-se ao computador para cancelar os vôos e pedir o reembolso dos bilhetes, mas em vez disso, comprou mais um bilhete, para os mesmos vôos dos manos. Comprou uma tenda, mochilas, pediu o restante material de campismo aos amigos, e inspirado no percurso do MIUT (Madeira International Ultra Trail) fez um percurso de 120kms, para atravessar a ilha da Madeira, de Este para Oeste, passando pelos picos mais altos e pelas levadas mais bonitas.

O pai diz que tinha de aproveitar enquanto os manos ainda não cresceram tudo. Para dar aquele retoque final na educação dos dois. Que, tal como os Zulus fazem os rituais de entrada na idade adulta, os manos fizeram o seu. E o pai sabe que eles nunca vão esquecer aquela pausa na vereda do Larano, deitados na falésia, a contemplar o mar infinito, ou as noites a 1600 metros de altitude, completamente sozinhos sob o céu estrelado, com um mar de nuvens por baixo. Ou o bem que lhes souberam aquelas espetadas em pau de loureiro e aquelas 3 coral stout cheias de espuma, depois de um brinde em que os copos se iam partindo, no final da viagem em Porto Moniz, depois de dias a racionar a comida, a aproveitar cada pedaço de pão duro com o que restava do frasco de doce, porque não havia lojas pelo caminho, durante os 5 dias que durou a travessia.

https://www.strava.com/activities/2526535554

E terminou aqui a entrevista ao Sr. Tiago Neves 🙂
O Tiago está neste momento com um grande Projecto para tornar o Barreiro na 3ª Cidade Portuguesa com um Bicycle Mayor!

Palavras do Tiago:

“Sempre acreditei que a Arquitectura e a Bicicleta estão intimamente ligadas e que a sustentabilidade do planeta deriva das nossas opções de vida: onde e como vivemos e como nos deslocamos no dia-a-dia.

Finalmente, fez-se o click na minha cabeça e descobri o que quero ser quando for grande!

Cidade rima com bicicleta. Pedalar rima com ir para o trabalho, e voltar do trabalho rima com prazer, com praia e com beira-mar. Barreiro rima com moinhos e passadiços, com descoberta e com bicicleta. Bicicleta rima com tudo: com passear, trabalhar, saúde e natureza. Com ecologia e eficiência. Com felicidade.

A ver se o Barreiro se torna a 3a cidade portuguesa a ter um Bicycle Mayor!”

Mais infos em: https://bycs.org

“BYCS is an Amsterdam-based social enterprise driven by the belief that bicycles transform cities and cities transform the world. We work internationally with businesses, governments and non-profits to initiate and scale breakthrough ideas around cycling.”

Podem ver o Vídeo aqui:

Em nome de todos aqueles que continuarás a inspirar com as tuas palavras* obrigado!

*As palavras aparecem depois das grandes aventuras ok? 🙂